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9 fatos sobre o cristianismo na Coreia

No fim de Abril, o líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in tiveram um encontro histórico para falar da paz entre os dois países. O encontro inspirou certa esperança de que a Guerra iria iria se acabar e que o cristianismo iria florescer na península. Aqui estão nove coisas que você deveria saber sobre o cristianismo na dividida terra da Coreia:

  1. O cristianismo chegou na Coreia através de diplomatas coreanos que haviam tido contato com o catolicismo na China e no Japão em 1603. Em 1758, o Rei Yeongjo classificou o catolicismo como uma ‘prática maligna’, e em 1801, a Rainha Jeongsun ordenou a perseguição em massa.
  2. Em 1884, o Dr. Horace Allen, um missionário médico presbiteriano, se tornou o primeiro missionário protestante na Coreia. Três meses após chegar no país, ele foi convocado a comparecer ante Min Yong-ik, oficial do alto escalão e primo da Imperadora. O rei se agradou tanto dele que o fez médico da corte e permitiu que ele abrisse um hospital. O rei também deu a ele a primeira aprovação governamental de um trabalho missionário no país.
  3. Em 1900, apenas 1% da população se declarava cristã. Mas isso mudou após o “Avivamento de Pyongyang” ou “Pentecoste coreano” em 1907. O professor Kirsteen Kim, do Seminário Teológico Fuller diz que “O avivamento teve efeitos duradouros no cristianismo coreano e na Coreia. Rituais cristãos como o sagyeonhoe (encontros de estudo bíblico), saebyoek gido (orações matinais), e tongseong gido (oração coletiva em voz alta) foram formulados como parte da prática protestante. E cristãos lideraram movimentos nacionais na educação para fazer da Coreia um país cristão.” O sucesso do cristianismo em Pyongyang deu a cidade o título de “Jerusalém do leste” na comunidade missionária.
  4. No início do século XX, missões presbiterianas em Pyongyang desenvolveram inúmeras instituições influentes, como hospitais, seminários e a primeira universidade com cursos de quatro anos de duração da Coreia. No passar dos anos, quarentas universidades e 293 escolas foram fundadas por cristãos, incluindo três das cinco universidades melhores rankeadas do país. Kim Hyong Jik, pai do ditador norte-coreano Kim Il Sung, era um presbiteriano e estudou em instituições de ensino cristãs.
  5. De acordo com uma pesquisa da Pew Research, em 2012 a Coreia do Sul tinha baixos níveis de perseguição religiosa, abaixo até dos Estados Unidos. E significamente menores que os da região Ásia-Pacífico.
  6. Quase um terço dos sul-coreanos se declaram cristãos (29%), 46% se declararam sem religião e 23% se declararam budistas. A maioria dos cristãos é protestante. Os católicos compõem um em cada quatro cristãos.
  7. Apesar de ter uma população relativamente pequena, a Coreia do Sul é o país que mais envia missionários após os Estados Unidos. De acordo com a Associação Missionária da Coreia do Sul, foram enviados 27 mil missionários em 2016. Samuel Moffet, professor emérito de Princeton, diz que “os coreanos são evangelistas naturais, que amam contar as boas novas.”
  8. As Nações Unidas estimam que menos de 1% dos norte-coreanos são cristãos. O regime norte-coreano persegue o cristianismo, e o considera como a religião de maior ameaça. Segundo a comissão da ONU para a liberdade religiosa, isso acontece porque o regime relaciona o cristianismo com o Ocidente, especialmente os Estados Unidos. O regime tenta sistematicamente encontrar cristãos que praticam sua fé secretamente e os aprisiona, assim como suas famílias, mesmo que os familiares não sejam cristãos.
  9. A comissão da ONU também nota que dezenas de milhares dos prisioneiros nos campos de concentração e dos executados são cristãos de igrejas subterrâneas ou que praticam sua fé em segredo. Em dezembro de 2017, foi lançado um relatório do Comitê Internacional de Advogados que afirmava que “Cristãos são duramente perseguidos e enfrentam um tratamento rigoroso nos campos de trabalho”, prisioneiros são ‘torturados pela sua afiliação religiosa’, por ir a reuniões cristãs, por ler a Bíblia, ou por interagir com o cristianismo fora da Coreia do Norte. O relatório também diz que “Cristãos são aprisionados nos campos de trabalho em zonas específicas onde a pena é mais dura.”

Oremos para que os acordos signifiquem uma maior liberdade religiosa para os cristãos da Coreia do Norte e para que o avivamento de Pyongyang que aconteceu há pouco mais de um século volte a se repetir em ambas as nações.
 

Artigo de Joe Carter para o The Gospel Coalition. Traduzido por Rilson Guedes.