10 fatos que você deveria saber sobre G. K. Chesterton

Este mês marcou o aniversário de 85 anos da morte de G. K. Chesterton. O escritor católico é conhecido tanto em círculos cristãos como fora dele por sua habilidade de escrita, e ganhou o apelido de ‘o príncipe dos paradoxos’. Veja 10 fatos sobre a vida dele.

  1. Chesterton tinha dificuldade de aprender na infância. Chesterton nasceu em Londres em 1874, ele frequentou uma escola para meninos, mas tinha dificuldade de aprender e só aprendeu a ler aos 8 anos. Seus pais até mesmo procuraram um especialista para consultar se ele tinha alguma deficiência. “Eu acho que a principal impressão que eu passava na maioria dos professores e em muitos dos garotos era de uma certeza bem fundamentada de que eu estava adormecido,” escreveu ele em sua Autobiografia.
  2. Ele quase virou professor, mesmo sem ter terminado a universidade. Depois da escola, ele foi pra Escola de Artes Slate para virar ilustrador e atendeu aulas de literatura na Universidade de Londres. Mas antes de terminar sua graduação, ele trancou os estudos para trabalhar numa editora. Aos 25 anos ele começou a escrever para uma publicação semanal e para publicar livros. Dois anos depois, ele estava escrevendo regularmente para o The Daily News. E aos 30 anos, sua fama já começava a ficar evidente. Mesmo sem ter se formado, ele foi convidado para a cadeira de literatura da Universidade de Birmingham, mas ele recusou a oferta.
  3. Cherterton foi um dos escritores mais prolíficos de todos os tempos. Ele escreveu cerca de 80 livros e contribuiu em cerca de mais 200. Ele escreveu centenas de poemas (incluindo um poema épico), 5 peças de teatro, 5 romances e 200 contos, incluindo a popular série de histórias protagonizada pelo detetive Padre Brown. Ele escreveu mais de 4 mil ensaios para jornais e também chegou a editar o seu próprio jornal, o G. K. Semanal. Seria como escrever um ensaio todos os dias durante 11 anos!
  4. Chesterton escrevia histórias de detetive sobre um padre que resolvia crimes. Ele escreveu cerca de 51 histórias entre 1910 e 1936 sobre um padre que dava uma de detetive amador conhecido como Padre Brown. Ao contrário de Sherlock Holmes, que se baseava em dedução e conhecimento científico, o Padre Brown resolvia mistérios usando indução e entendimento espitirual. Sua obra inspirou também a escritora Agatha Christie.
  5. Cherterton foi um dos maiores apologetas do século XX. No seu livro Ortodoxia, Cherterton disse que antes de sua conversão ele não havia lido nenhuma linha de apologética na vida dele, e também que lia pouco sobre o assunto. Apesar da sua aversão professa a apologética, ele foi um dos apologetas mais influentes do século XX. Ele sabia apresentar as questões das pessoas como amigo e se baseava em conceitos do senso comum que haviam em comum com o leitor.
  6. Chesterton só se tornou católico na vida adulta. Chesterton cresceu numa família cuja visão religiosa se aproximava do Unitarismo. Mas se aproximou do Anglicanismo através de sua esposa, apesar de que só se considerou ortodoxo a partir de 1908. Pelos próximos 14 anos, ele se defrontou com a dúvida de seguir o Anglicanismo ou o Catolicismo. Seu medo de que o anglicanismo não era capaz de responder as ameaças da modernidade o levaram ao catolicismo quando ele já tinha 48 anos de idade. Quando ele faleceu em 1936, o papa Pio XI o elogiou, chamando-o de ‘Defensor da fé católica‘.
  7. Ele tinha uma relação de amizade e inimizade com George Bernard Shaw. O dramaturgo ganhador de Nobel, George Bernard Shaw se opunha ao cristianismo e era a favor da eutanásia. Apesar disso, ele e Chesterton manteram uma relação amistosa durante 35 anos. Ele e Chesterton iniciaram uma série de debates públicos que se iniciou em 1911 e só terminou em 1928. Durante os debates, os dois normalmente riam um do outro. Em um deles, Cherterton comentou com Shaw: ‘Olhando pra você, qualquer um pensaria que uma fome está atingindo a Inglaterra’, e Shaw respondeu: ‘Olhando pra você, qualquer um pensaria que você que está causando ela’.
  8. Chesterton inspirou muitos personagens influentes da história, incluindo a dois movimentos de independência de países. Chesterton exerceu influência em um número incontável de pessoas, incluindo escritores de ficção (J. R. R. Tolkien, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, George Orwell, Agatha Christie, Neil Gaiman, Dean Koontz), poetas (W. H. Auden, T. S. Eliot), pensadores (Alexander Solzhenitsyn, Marshall McLuhan), diretores de filme (Orson Welles, Alfred Hitchcock), e presidentes americanos (Theodore Roosevelt). Cherterton também influenciou líderes de dois movimentos de independência, Mahatma Gandhi na India e Michael Collins na Irlanda.
  9. Cherterton também exerceu influencia sobre muitos escritores evangélicos. Apesar de discordar de seu catolicismo, Chesterton exerceu profunda influência em autores como Trevin Wax, Philip Yancey e John Piper. Na sua autobiografia, Surpreendido pela alegria, C. S. Lewis menciona como Chesterton o estava levando a se tornar um cristão: “Ao ler Chesterton, eu não sabia no que estava me metendo. Um jovem que quer permanecer ateu deve ter cuidado com uma leitura dessas. Quando eu li o livro ‘O homem eterno’, de Chesterton, foi a primeira vez que eu vi a visão cristã da história de uma forma que fizesse sentido para mim.” E no obituário escrito por T. S. Eliot a Chesterton, o poeta e crítico literário disse que ‘ele fez mais do que qualquer homem do seu tempo para manter a existência da minoria (cristã) no mundo moderno’.
  10. Chesterton também inspirou um dos personagens mais famosos da série britância Doctor Who. O primeiro roteirista da série britânica em 1963 era um católico fervoroso e pregador público. Além de insistir que a TARDIS fosse uma cabine de polícia, ele também inspirou o professor Ian Chesterton, do primeiro grupo que viajou com o Doctor pela Tardis, no autor britânico.

Baseado no texto original de Joe Carter para o The Gospel Coalition. Com informações do Den of Geek.

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