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Relatório aponta que cristãos estão a ponto de sofrer genocídio na Nigéria

‘A violência contra os cristãos na Nigéria pode ser o prelúdio de um genocídio’, foi a advertência deixada por um grupo de parlamentares do Reino Unido em um relatório sobre a violência realizada por extremistas no país africano. Os cristãos vem sido atacados por grupos como o Boko Haram e por milícias Fulani em toda a nação, que é a sétima mais populosa do mundo.

Os parlamentares são de diversos partidos e mostraram preocupação pela crescente violência a grupos de agricultores e pastores de ovelhas nas vilas predominantemente cristãs do centro do país. “Entre todas as injustiças que o Reino Unido deve corrigir no futuro próximo, a perseguição generalizada e crescente aos cristãos deve estar em primeiro lugar na lista,” disse o parlamentar Jim Shannon em um comunicado.

A ONU estima que mais de 2 milhões de pessoas se mudaram dentro do país e quase 300 mil se tornaram refugiados em países vizinhos por causa da violência. Também se calcula que entre 7 e 12 mil pessoas morreram por causa de sua fé desde 2015. Na raíz do conflito também se encontra a questão de recursos naturais no país. Por causa da mudança climática, o norte nigeriano tem ficado cada vez mais desértico, forçando os camponeses a se mudarem para o sul. Além disso, a população está crescendo em alta velocidade, incentivando a competição pela propriedade de terras.

Testemunhos de ataques a comunidades cristãs, igrejas e líderes são cada vez mais frequentes, mesmo durante a pandemia do coronavírus. Em uma conferência de imprensa, o Arcebispo da Igreja Anglicana da Nigéria falou que “essas mortes acontecem especificamente em vilas cristãs…os governos não querem falar sobre isso, incluindo o governo nigeriano, e eles sempre querem explicar os conflitos em termos de luta de fazendeiros ou de classes.” Entretanto, o relatório britânico mostra que as comunidades cristãs são os principais alvos dos conflitos no centro do país.

Em laranja, as áreas mais aonde o grupo terrorista Boko Haram é mais ativo.

“Não devemos duvidar ao dizer”, menciona o informe, “que infelizmente, o Boko Haram não é a única ameaça que enfrentam os cristãos da Nigéria. Os ataques de grupos armados de pastores Fulani resultaram em morte, mutilação e expulsão de milhares de cristãos. É difícil para nós no Ocidente sequer imaginarmos esse tipo de sofrimento, por isso é importante reconhecer as histórias dos sobreviventes”.

Até 22 de março, já se haviam contabilizado 350 mortes de cristãos na região em 2020. Mas foi somente este ano que o governo nigeriano reconheceu que os cristãos eram alvo de perseguição. Segundo Lai Mohammed, ministro de informação e cultura, “começaram a atacar os povos cristãos por uma única razão: querem desencadear uma guerra religiosa e levar o país ao caos”.

Grupos internacionais continuam denunciando o governo nigeriano por negligência na onda de violência e pedem por ações mais fortes contra os terroristas.


Com informações de Bite, The Christian Post, Providence e ONU.