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Geneticista Francis Collins vence principal prêmio de estudos entre ciência e religião

Atualmente trabalhando mais de 100 horas por semana no combate ao coronavírus, o médico, geneticista e cientista cristão Francis Collins recebeu nesta quarta-feira (20) o Prêmio Templeton, a principal premiação mundial sobre o encontro entre ciência e religião.

O cientista americano trabalhou durante anos em pesquisas sobre a diabetes e câncer, liderou o Projeto Genoma Humano no mapeamento do DNA humano, fundou o Instituto Biologos para promover o diálogo entre ciência e cristianismo e foi convidado pelo presidente Barack Obama para ser o diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), permanecendo no cargo durante a presidência de Donald Trump.

Ele contou que ‘a fé em Deus pode ser uma escolha inteiramente racional, e que os princípios da fé são complementares aos da ciência’, ao descrever sua passagem do ateísmo ao cristianismo, inspirada pela leitura do livro ‘Cristianismo puro e simples’ de C. S. Lewis.

Ao se declarar sobre a premiação, o Dr. Collins disse: “Enquanto escrevo isso, quase todos os meus momentos são dedicados aos esforços de encontrar tratamentos e uma vacina para a COVID-19. A elegante complexidade da biologia humana me deixa constantemente maravilhado. Ainda assim, estou em luto pelo sofrimento e mortes que vejo em todo lugar, e às vezes, confesso, sou assolado por dúvidas sobre porque um Deus de amor permitiria tais tragédias. Mas então lembro-me que o Deus que foi pendurado na cruz conhece intimamente o sofrimento. Aprendo e re-aprendo que Deus nunca prometeu libertação do sofrimento – mas prometeu que seria ‘nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.’ (Salmos 46).”

Além dos esforços atuais contra o coronavírus, Collins é um dos pesquisadores na linha de frente para o tratamento de doenças que vão desde o câncer até o HIV, e é uma das principais figuras públicas sobre ciência nos Estados Unidos.


Com informações do Templeton Prize e do Christianity Today.