Maior denominação evangélica dos EUA faz declaração contra o genocídio de muçulmanos uigures na China

A Convenção Batista do Sul (Southern Baptist Convention), maior denominação protestante dos Estados Unidos com cerca de 15 milhões de membros, fez uma declaração oficial advogando pelos direitos dos muçulmanos uigures, vítima de um ‘programa de reeducação’ realizado pelo governo chinês sob a justificativa de ‘combater o terrorismo’.

Com mais de 15 mil delegados reunidos na cidade de Nashville (Texas), entre resoluções sobre abuso sexual e a votação por um novo presidente da Convenção, os batistas também assinaram a Resolução 8 entitulada de ‘Sobre o genocídio uigur’. O documento cita ‘os relatórios confiáveis de que mais de um milhão de uigures, um grupo étnico de maioria muçulmana que vive na Ásia central e oriental, foram detidos em uma rede de campos de concentração na província de Xinjiang’.

Os uigures são uma minoria étnica de uma das províncias mais afastadas do país mais populoso do mundo, e são, em sua maioria, de religião muçulmana, o que o governo central de Pequim vê como uma ameaça. As atrocidades cometidas pelo Partido Comunista Chinês ao povo uigur já foram condenadas tanto pelo ex-presidente Trump, como pelo presidente Biden, mas os atrocidades continuam a acontecer sem maiores repercussões na comunidade internacional.

Griffin Gulledge, estudante de PhD em teologia sistemática no Seminário Teológico Batista do Sul, foi um dos assinantes da resolução. Ele publicou a seguinte delaração no seu Twitter: “A China está comentendo um dos atos mais grotescos de violação de direitos humanos da história moderna, e estamos calados porque isso beneficia financeiramente a maior parte do resto do mundo.”

A Convenção Batista do Sul também pediu por esforços por parte do governo americano para ‘terminar com o genonício do povo uigur, trabalhar para assegurar o tratamento humano, prover libertação imediata dos campos de reeducaão, e garantir a liberdade religiosa’, assim como admitir ao povo uigur como refugiados nos EUA.

A perseguição religiosa tem crescido na China contra diversos grupos nos últimos anos, inclusive os cristãos. Uma das formas de remover simbolicamente a presença cristã do país é removendo cruzes e imagens. E um relatório do governo dos Estados Unidos aponta que centenas de Igrejas foram fechadas na China nos últimos anos. Inclusive a maior igreja não-oficial do país, a Igreja de Sião em Pequim, que tinha mais de mil membros. Apesar de que missionários estrangeiros não podem ser ministros no país, essa restrição tem ocasionado dois fenômenos interessantes. O primeiro deles é que, quanto mais os chineses viajam e entram em contato com outros países, mais eles conhecem a Cristo. E posteriormente, quando voltam ao país, eles pregam para cada vez mais pessoas. Atualmente, a China aparece no 23º lugar no Ranking de Perseguição ao cristianismo divulgado anualmente pelo Portas Abertas.


Com informações do Christianity Today.


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