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O propósito da vida em Soul

Lançado pela Pixar em parceria com a Disney em 2020, o filme conta a história de Joe, um professor de música que sonhava em ser tocador de jazz, mas que vê sua vida encerrada precocemente ao morrer em um acidente trágico quando cai num bueiro. Após chegar numa espécie de pós vida, ele se vê no desejo de voltar para o mundo dos vivos para finalmente cumprir o que acreditava ser seu propósito, se não, todos os anos que havia trabalhado não haviam sido para nada.

Mas, ao contrário do que encontramos na cultura do ‘siga o seu coração’ e de ‘realização pessoal’, ele percebe que aquilo não lhe traz satisfação plena. Nessa jornada ele percebe que é importante ter sonhos, mas a vida não é sobre alcançar eles, não é isso que vai lhe dar plenitude. E, se não tivermos cuidado, isso pode se tornar uma obsessão ou ídolo que nos aprisiona e nos cega para aquilo que realmente traz sentido.

É nesse processo que Joe descobre que são os momentos simples da vida que dão sabor à existência. Assim como no jazz, a vida encontra suas melhores melodias por meio do inesperado, da contemplação e improvisação. Por meio das pequenas bênçãos e das grandes provações diárias.

Ao iniciar a jornada da vida, ele já embarca num mundo repleto de sentido. Com seu significado aos poucos percebido pela Graça. A existência traz o bem naquele sorriso inesperado, nos momentos em que cultivamos amor em família ou que fazemos o bem sem esperar retorno.

Dessa forma, mesmo com uma teologia fantasiosa e questionável em vários pontos, Soul responde à pergunta: vale a pena viver se vamos morrer com um contundente: “SIM!”

Você também tem encontrado e cultivado momentos de Graça nos seus dias?


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