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Milhares de cristãos tiveram dificuldades no acesso a comida por sua fé em 2020, segundo Portas Abertas

A pandemia causada pelo coronavírus afetou o mundo todo em níveis diferentes diferentes. Cerca de dois milhões de pessoas faleceram até o momento e a economia mundial viu sua maior queda em um século. Por causa da crise, milhões de pessoas perderam os empregos e tiveram que recorrer a auxílios financeiros governamentais para poder garantir comida na mesa. Mas nem todos tiveram o mesmo acesso aos meios de sobrevivência e muitos tiveram dificuldade de receber ajuda por causa de sua fé.

Esta é a realidade constatada pelo relatório da ONG Portas Abertas sobre a perseguição aos cristãos no mundo em 2020. O ranking anual sempre encontra tendências relativas a realidades locais, e no ano que terminou, ele revelou que em muitos locais, ser cristão significava perder o acesso a itens básicos de sobrevivência durante a pandemia.

Dos mais de 100 mil cristãos que receberam ajuda dos Portas Abertas na Índia, cerca de 80% revelaram que foram dispensados de locais de distribuição de alimento por causa de sua fé. E muitos tiveram que andar muitos quilômetros e esconder sua identidade para conseguir alimento. Outros 15% disseram que receberam auxílio nutricional, mas que foram dispensados de oportunidades de emprego por serem cristãos.

Situações semelhantes foram reportadas em outros países, como Mianmar, Nepal, Vietnã, Bangladesh, Paquistão, Yemen e Sudão. Essa perseguição veio por meio de oficiais do governos e de líderes comunitários. E em alguns casos, foi relatado que a comida era simplesmente jogada na frente da pessoa para que ela não pudesse se alimentar.

É alarmante também o fato de que as doações a missões mundiais caíram cerca de 40% por causa da crise ocasionada pela pandemia durante um período de 2020. E por este motivo, muitas comunidades mantidas e auxiliadas por meio da igreja no mundo ficaram sem auxílio e sem comida.

Por último, também se reportou um aumento no número de casamentos forçados durante o período, já que as autoridades fecharam os olhos para isso e os familiares estavam mais suscetíveis a aceitar isso em troca de recursos financeiros.

Na lista deste ano, o primeiro país do ranking pelo vigésimo ano seguido foi a Coreia do Norte. O regime ditatorial ainda nega até o momento que existam casos de coronavírus no país, e o governo atualmente aprisiona entre 50 a 70 mil cristãos em campos de concentração. No início do século passado, sua capital já foi conhecida como ‘Jerusalém do oriente’ por causa do seu fervor espiritual, mas a situação mudou completamente após a ascenção do Partido Comunista, que vê a fé como uma inimiga do regime.


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