Refilmagens de Nárnia acontecem após recepção mista em exibições teste

Seis meses depois de Greta Gerwig encerrar as filmagens principais de O Sobrinho do Mago, as câmeras voltaram a rodar em Shepperton Studios nesta segunda-feira. E, como era de se esperar, a notícia dividiu opiniões antes mesmo de sabermos exatamente do que se trata.

Duas versões da mesma história

Do lado mais cauteloso, o site NarniaWeb ouviu uma fonte próxima à produção que fez questão de escolher bem as palavras: trata-se de “filmagem adicional, não refilmagens”. Segundo essa fonte, o elenco principal não deve participar, o que sugere um trabalho pontual, e a produção não deve passar de duas semanas.

Do outro lado, o jornalista Jeff Sneider (do The InSneider) e Jordan Ruimy (do World of Reel) contam uma história um pouco mais tensa. Segundo eles, o motivo por trás dessa volta às câmeras foi uma recepção mista em exibições teste, incluindo uma sessão em Paramus, Nova Jersey, à qual a própria Greta Gerwig compareceu. Ruimy faz questão de adicionar um adendo importante: o corte exibido tinha apenas duas horas de duração e os efeitos visuais ainda estavam longe de prontos, o que ajuda a explicar por que quem assistiu saiu com a sensação de que faltava alguma coisa. Um filme incompleto, naturalmente, parece incompleto.

Ainda mais relevante é a diferença que Ruimy aponta entre esse caso e o de Cliff Booth, o próximo filme de David Fincher para a Netflix, que também está passando por uma rodada extra de filmagens. Lá, a decisão parte do próprio diretor, sem pressão do alto escalão do streaming. Em Nárnia, segundo essa versão, foram os executivos da Netflix que pediram as mudanças a Greta, não o contrário.

Então, são refilmagens ou não?

Vale lembrar a diferença entre os dois termos, porque ela importa. Filmagem adicional (additional photography) é parte normal do processo: mesmo O Senhor dos Anéis, com seus 14 meses de rodagem contínua, voltou às locações para filmagens extras antes do lançamento de cada filme. Já refilmagens de verdade significam descartar material já gravado e refazer cenas do zero, um sinal bem mais sério de que algo não está funcionando.

Por enquanto, o que temos são fontes discordando sobre qual das duas categorias se aplica aqui, e isso por si só já diz algo sobre como anda a comunicação em torno do projeto. O NarniaWeb aposta em um trabalho mínimo, quase rotineiro. Sneider e Ruimy sugerem algo motivado por insatisfação real da Netflix com o resultado atual. Nenhuma das fontes contesta o fato central, apenas o peso e a origem da decisão.

O que muda para o cronograma

Nada, pelo menos por enquanto. Nárnia: O Sobrinho do Mago segue previsto para estrear nos cinemas em 10 de fevereiro de 2027, com chegada à Netflix em 2 de abril. Se as filmagens desta semana forem mesmo o ajuste pontual que o NarniaWeb descreve, a data não corre risco algum. Se for algo mais próximo do que Sneider e Ruimy descrevem, o tempo dirá se o calendário aguenta.

Uma coisa é certa: com Emma Mackey, Daniel Craig, Carey Mulligan, Meryl Streep e o restante do elenco já com o trabalho essencialmente encerrado, qualquer ajuste tende a ser cirúrgico, focado em tom, ritmo ou alguma sequência específica, e não numa reconstrução do filme. É esse tipo de retoque que normalmente separa um bom filme de um ótimo filme, e a própria Gerwig, vinda de Barbie, sabe bem o valor de acertar esses detalhes antes da estreia.

Fica o convite para os leitores: o que vocês acham que pode estar sendo ajustado? Um problema de ritmo, alguma cena específica do livro, ou só o processo normal de lapidação que todo blockbuster passa antes de chegar às telas? Deixem a opinião de vocês nos comentários.


Com informações de NarniaWeb e O Vício (via The InSneider e World of Reel).

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