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Pastor Francis Chan tem visto negado e pode não voltar a Hong Kong como missionário

Pouco menos de um ano depois de se mudar a Hong Kong, o pastor Francis Chan e sua família tiveram seus vistos negados pelas autoridades locais e foram forçados a se afastar das congregações em lares que haviam fundado como missionários na ilha asiática.

Chan é conhecido como autor de livros como Louco Amor, Cartas à Igreja e Você e eu para sempre. Ele havia anuniado em 2019 seus planos de fazer uma obra missionária na Ásia, falando de um sentimento de chamado para a região onde ele experimentou os dons do Espírito Santo, e também para a região onde sua falecida mãe havia pregado antes de ir para os Estados Unidos.

No momento, sua família tem 12 membros, incluíndo filhos, genros e netos, e eles se reuniam em três locais em Hong Kong. Em janeiro, Chan havia comunicado a seus parceiros de ministérios que estava nos Estados Unidos, mas que estava tentando voltar a Hong Kong. “Espero que possamos voltar porque queremos estar lá”, disse em vídeo.

Quando soube da notícia, ele agradeceu a Deus porque mesmo diante de notícias inesperadas, seus familiares estavam em paz quando muitos poderiam perder a cabeça. Ele diz que sua preocupação agora é em auxiliar os irmãos de Hong Kong a se reunirem de maneira sustentável. Ele lembrou aos irmãos que quando o apóstolo Paulo passava em uma cidade, ele ficava por três semanas para servir aos que nunca haviam ouvido o nome de ‘Jesus’ antes de partir. “Eu tenho paz em meu coração porque sei que o Espírito Santo estará trabalhando,” completou o pastor.

O fim da democracia em Hong Kong

Além da pandemia, Hong Kong teve um ano de 2020 onde o governo chinês impôs a Lei de Segurança Nacional sobre a ilha que vivia em um regime democrático e de liberdade.

Quando a Grã-Bretanha entregou Hong Kong de volta a China em 1997, os países firmaram um acordo que permitia que Hong Kong continuasse com um sistema de governo e um sistema econômico próprios. E desde então, a ilha optou pela democracia, pela liberdade de expressão e pelo capitalismo.

Essa política foi conhecida como ‘um país, dois sistemas’. Segundo o acordo feito entre Grã-Bretanha e China, a duração da autonomia de Hong Kong deveria ser de 50 anos, ou seja, que só se encerraria em 2047. E entre os defensores da autonomia estão muitos cristãos, já que a região era até recentemente o lugar mais seguro para evangelizar no país. Além de se poder realizar treinamentos, receber doações do exterior, postar em redes sociais proibidas na China e se comunicar com missionários do resto do mundo.

Os primeiros efeitos já estão sendo sentidos. Muitos cidadãos de outros países, incluindo jornalistas, tiveram sua extensão de vistos negados da noite pra o dia. E os ministérios desenvolvidos na ilha estão preocupados com as obras missionárias realizadas no local.

Um dia após o anúncio realizado por Francis Chan (6 de janeiro), dezenas de ativistas pró-democracia, incluindo cristãos foram presos pela polícia local.


Com informações do Christian Post e do Christianity Today.


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