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10 filmes cristãos para assistir

Talvez não seja uma grande surpresa que não sou muito fã de grande parte dos filmes cristãos que saem no mercado hoje em dia, dado que traduzi em Janeiro um artigo tratando sobre o problema dos filmes cristãos. Mas, graças a Deus, há excelentes exceções que podem ser tomadas por exemplo. Algumas delas tão boas que servem de modelo até pra o cinema em geral.
 
Os filmes aqui citados nem sempre possuem como propósito principal a exposição de uma mensagem bíblica. Eles querem contar boas histórias, e o caráter cristão fica muitas vezes implícito, permeando toda a história e seus personagens.
 
Os filmes na lista estarão dispostos em ordem cronológica. Assistam da forma que os convir.
 

1. O evangelho segundo São Mateus (1964)

 
 

‘Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.’ Mateus 28:20.

O filme italiano em preto e branco que conta a história de Cristo desde uma perspectiva do Evangelho de São Mateus. Ele foi recebido friamente quando lançado pela posição política do diretor, mas ganhou cada vez mais destaque com o tempo, e chegou a ser elogiado pelo Vaticano como ‘o melhor filme de Jesus de todos os tempos’. Talvez, o que mais se destaque, seja personificação de um Cristo que fala mais forte quando é necessário. E a trilha sonora da película com temas clássicos de Bach é de uma beleza única.
 

2. Carruagens de fogo (1981)

 
 

‘Eu acredito que Deus me fez com um propósito, e Ele me fez rápido. Quando eu corro, eu sinto prazer nEle.’ Lindell

Ganhador do Óscar de melhor filme e conhecido pela trilha sonora de sua primeira cena (você vai reconhecer quando escutar), Carruagens conta a história de um grupo de corredores britânicos se preparando para disputar as Olimpíadas de 1924. O que chama a atenção, entretanto, é a discussão entre os personagens Lindell (que viria a ser missionário na China após as Olimpíadas) e Abrahams sobre sua motivação para correr. O tema Soli Deo Gloria da Reforma Protestante, ganha vida quando um corre, enquanto o outro o faz por glória própria.
 

3. A festa de Babette (1987)

 
 

‘No paraíso serás a grande artista que Deus planejou. Ah, como alegrarás os anjos!’ Philippa a Babette

Numa pequena cidade da Dinamarca, um pastor tem duas belas filhas, com nomes de Philippa e Martina (em homenagem a Felipe Melanchton e Martinho Lutero). As duas moças começam a ser cortejadas por rapazes, mas, seguindo os códigos morais estritos do pai, elas decidem seguir sua vida sem casar. Anos depois, entretanto, um dos rapazes pede que elas deem asilo a Babette, uma cozinheira parisiense que foge da guerra Franco-Prussiana. Entre a vida estrita e estoica seguida pelos crentes da vila, e o caminho mais libertino, surge, em meio a uma ceia, a graça e o amor.
 

4. O senhor dos anéis (2001/2002/2003)

 
 

‘Mesmo a menor pessoa pode mudar o curso da história.’ Galadriel

Neste momento, vocês já devem achar se sentindo enganados. Vocês leram que teriam 10 filmes pra assistir, mas parece que o autor do artigo colocou trilogias no meio! Que truque é esse? Bem, eu posso explicar: Pus as trilogias de forma completa primeiro porque valem a pena! E segundo porque 4 filmes a mais não fazem mal a ninguém. Agora vocês têm mais cinema do bom pra assistir! ‘Mas’, você pode estar se perguntando, ‘o que aquele filme do anel tem a ver com o cristianismo?’. Vou lhe deixar quatro motivos, ainda que existam bem mais: (1) J. R. R. Tolkien, escritor de ‘O Senhor dos Anéis’ teve um papel evangelístico na conversão de C. S. Lewis, autor de Nárnia (abaixo na lista), ao cristianismo. (2) Assim como no cristianismo, o mal não é um poder absoluto, mas relativo e parasitário na Terra-Média, e será derrotado no final. (3) Assim como o povo de Minas Tirith, nós, cristãos, também esperamos pelo ‘Retorno do Rei’. (4) O último filme ganhou 11 Óscars, o maior número da história.
 

5. A paixão de Cristo (2004)

 
 

‘Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.’ Mateus 5:44

Mel Gibson retrata num filme de técnica impecável as 12 últimas horas de Cristo antes da Cruz e usa de flashbacks para nos lembrar do amor de Cristo, seus ensinamentos e a necessidade de Seu sacrifício por nós.
 
 

6. As crônicas de Nárnia (2005/2008/2010)

 
 

E aí aconteceu uma coisa muito engraçada. As crianças não tinham ouvido falar de Aslam, mas no momento em que o castor pronunciou esse nome, todos se sentiram diferentes.

Eu tinha cerca de 9 anos de idade quando um amigo de meu pai emprestou o DVD com a adaptação de ‘As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa’. Sem fazer ideia do que se tratava, Nárnia, os Pevensie e o Leão foram paixão a primeira vista. E fiquei mais feliz ainda ao saber que o filme era, na verdade, uma espécie de paralelo para a morte de Cristo por Edmundo, digo, pelo Mundo. Entrei em sites, fóruns, comunidades no Orkut, traduzi mal (muito mal) meu primeiro artigo sobre uma futura adaptação; e depois de ‘O peregrino’ de John Bunyan, tive minha primeira série de leituras sérias ao descobrir que a história de Nárnia não estava resumida a um livro, mas espalhada em sete!
 
Os três filmes têm seus defeitos (e que filmes não tem?). Mas, com certeza são muito proveitosos pelo conteúdo original de C. S. Lewis e por manter o seu sentimento mágico.
 
 

7. ‎Uma mulher contra Hitler (2005)

 
 

‘Deus, tu és meu refúgio na eternidade.’ Sophie

No auge da Segunda Guerra Mundial, quando o regime nazista era quase unanimidade na Alemanha, dois jovens, chamados de Hans e Sophie, se levantam para protestar contra as injustiças perpetradas aos judeus e a morte massiva dos alemães no fronte Oriental. Qual a motivação deles e até onde ficariam firmes?
 
Você pode conhecer mais da história deles neste artigo (com spoilers).
 
 

8. Jornada pela liberdade (2006)

 
 

‘Você pode escolher desviar o olhar, mas você não pode dizer que não sabia.’ William Wilberforce

No auge do comércio escravagista de africanos, surge na Inglaterra um avivamento religioso, iniciado por John Wesley, que contesta a opressão sofrida por pessoas criadas à imagem de Deus. É neste momento que surge uma voz forte no lugar mais poderoso do planeta: O Parlamento britânico, cheio de ‘donos’ de escravos. Mas quem iria escutar William Wilberforce, esse membro do parlamento que vive falando de escravos, nessa tarefa? E até onde ele aguentaria neste empreendimento?
 
 

9. A árvore da vida (2011)

 
 

Eu quis ser amado porque era grande, um grande homem. Não sou nada. Olhe pra toda glória ao nosso redor; árvores, pássaros. Eu vivia na vergonha. Eu desonrei a tudo isso, eu não notei a glória. Sou um néscio.

Assistir esse filme pode ser uma tarefa difícil e tediosa. De fato, houve relatos de muitas pessoas se levantando das salas de cinema na época de seu lançamento. Mas, se podemos dizer que o cinema é uma arte, é porque por meio dele podem nos entregar filmes grandiosos e delicados como esse. Qual a resposta diante da dor de uma mãe que perde um filho? Qual a resposta de Deus diante do mal? Talvez o filme não lhe dê uma resposta direta, mas, com certeza dá bastante material pra refletir.
 
Ao terminar de assistir, talvez seja bom dar uma olhada na análise do Guilherme de Carvalho, que me ajudou bastante.
 

10. Até o último homem (2017)

 
 

Talvez eu seja orgulhoso, mas não sei como viverei comigo mesmo se não seguir aquilo que acredito. Desmond Doss

Mel Gibson volta com um segundo filme nessa lista. Desta vez, ele conta a história de Desmond Doss, um rapaz que se alista para o exército americano durante a Segunda Guerra Mundial, mas que não quer usar armas por objeção de consciência. ‘O que ele quer fazer na guerra?’, você pode perguntar, assim como seus companheiros o fizeram. Ele responderia em duas palavras: Salvar vidas.
 

Espero que estes filmes sirvam de benção para a sua vida, assim como foram para a minha. Essa lista, infelizmente, está incompleta. Espero sua ajuda para descobrir mais e mais filmes que saibam tocar Verdade e Beleza numa mesma melodia. Conto com você nos comentários!